Até o dia 9 de abril, o Ministério da Saúde já tinha
registrado 153 mortes por H1N1 em todo o país, segundo boletim divulgado ontem.
Foram 51 mortes desde o registro anterior, referente aos casos até 2 de abril,
uma semana antes. Ou seja, nesse período foi registrada uma média de mais de
sete óbitos por dia.
Ao todo, foram registrados 1.012 casos de síndrome
respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A/H1N1 até 9 de abril. A SRAG é
uma complicação da gripe. Em uma semana, foram registrados 326 novos casos de
SRAG por H1N1 no país.
Entre os dados divulgados hoje está o da morte de uma
criança indígena de 1 ano em Santarém, oeste do Pará. De acordo com o Hospital
Regional do Baixo Amazonas (HRBA), a doença foi confirmada por meio de exames.
A morte ocorreu no dia 11 de abril. De acordo com a Casa de Apoio à Saúde
Indígena (Casai) de Novo Progresso, que prestou os primeiros atendimentos, a
criança da etnia Kaiapó, é natural da aldeia Kubenkokre, no município de
Altamira.
O bebê foi atendido no dia 20 de fevereiro e deu entrada
no hospital municipal de Novo Progresso com sintomas de gripe. Ele passou por
exames, mas a mãe preferiu retornar à aldeia para fazer tratamento com o pajé.
No dia 8 de março, a equipe de saúde diária foi até a aldeia Krimei, onde a
criança estava, e constatou o paciente com quadro respiratório preocupante. A
equipe de profissionais quis transferir o indígena, mas a família não aceitou.
OITO ÓBITOS NO RIO
Além das mortes por H1N1, houve oito mortes por influenza
A de subtipo não especificado e seis mortes por influenza B. O estado de São
Paulo teve o maior número de óbitos por influenza: 91, correspondendo a 57,7%
das mortes do país.
Os outros estados que registraram óbitos por H1N1 foram
Santa Catarina (10), Goiás (9), Rio de Janeiro (8), Rio Grande do Sul (6),
Minas Gerais (4), Pará (3), Bahia (3), Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul
(3), Mato Grosso (2), Paraná (2), Ceará (2), Rio Grande do Norte (2), Amazonas
(1), Paraíba (1), Pernambuco (1) e Amapá (1). Houve ainda um caso de morte em
que o paciente foi infectado em outro país.
A campanha nacional de vacinação contra gripe começa no
dia 30 de abril, na próxima semana, mas vários estados já anteciparam a
aplicação das doses.
A vacinação contra influenza no SUS é destinada a alguns
grupos prioritários: crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, mulheres
que deram à luz há menos de 45 dias, idosos, profissionais da saúde, povos
indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que
comprometam a imunidade.
A vacina aplicada é a trivalente, que protege contra
H1N1, H3N2 (ambos vírus da Influenza A) e uma cepa da Influenza B. Em clínicas
particulares, a vacina já está disponível.
Fonte: O Globo